Energia – atenção para não perder o bonde

13/04/2018

 

E prossegue a verdadeira revolução no setor de energias. Agora, anuncia a Organização das Nações Unidas (ONU), por intermédio do Instituto Humanitas Unisinos (10/4), que “a energia solar agregou mais capacidade de geração elétrica que o setor de combustíveis fósseis em 2017”. A publicação ONU Meio Ambiente informa em Tendências globais no investimento em energias renováveis 2018 que a energia solar atraiu muito mais investimento que no ano anterior: US$ 160,8 bilhões, ou 18% mais. Um investimento também “maior que o registrado em qualquer outra tecnologia” (Unisinos.br, 10/4/2018).
 

A força principal nesse avanço veio da China, com aumento de 58% em relação ao ano anterior – US$ 86,5 bilhões, ou 53 gigawatts (GW). Esse investimento dominou a nova capacidade no setor, assim como os investimentos globais. Passou-se para 98 GW. E outras fontes renováveis agregaram 59 GW – a carvão (35 GW), gás (38 GW), petróleo (3 GW), energia nuclear (11 GW). As aplicações em grandes hidrelétricas – US$ 2.789,8 bilhões – foram maiores do que as destinadas a novas geradoras a carvão e gás, que tiveram US$ 103,8 bilhões em investimentos.
 

Os custos decrescentes das energias eólica e solar, segundo o relatório, continuam impulsionando os investimentos. O ano de 2017 foi o oitavo consecutivo em que os investimentos mundiais em energias renováveis excederam US$ 200 bilhões. Desde 2004 já foram investidos US$ 2,9 trilhões nessas fontes de energia. É um panorama em que a informação nesse setor é vital, pode determinar a boa ou má sorte de um empreendimento. A corrida em muitos municípios pode levar também a resultados adversos – na geração ou ampliação de empregos e da renda, no aumento do PIB municipal e na arrecadação de impostos. Há fatores a serem observados: empregos nessas circunstâncias costumam ser temporários. Na preparação dos solos, nas obras civis e na montagem dos equipamentos é mobilizado um razoável número de trabalhadores temporários – embora empresas com atuação regional tragam seus próprios trabalhadores para atuar de 12 a 18 meses; em prazo bem menor, a regra é que fiquem de 6 a 15 pessoas (heitorscalambrini@gmail.com).
 

De qualquer forma, muitos fatores têm de ser considerados. Um ranking nacional solar fotovoltaico desenvolvido pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) indica que o Estado de Minas Gerais o lidera, com 50,7 megawatts (MW), ou 24,3% da potência instalada no País, seguido pelo Rio Grande do Sul com 30,2 MW (14,5%), São Paulo (26,8 MW ou 12,8%), Ceará (12,8 MW ou 6,2%) e Santa Catarina (12 MW ou 5,8%). Embora esteja fora desse ranking, o Estado de Goiás em um ano quadruplicou a geração distribuída de energia, em que o consumidor-gerador recebeu crédito pela produção excedente. Passou de 2 mil quilowatts em fevereiro de 2017 para 8,5 mil um ano depois, especialmente com a geração de energia solar fotovoltaica (O Popular, 25/3). Residências, indústrias e empresas diversas investiram para reduzir suas contas de luz. Ainda em Goiás, um grande projeto da Unievangélica, que anunciou na semana passada que terá a maior usina solar urbana do País (1.885 megawatts/hora produzidos por placas, que permitirão economia anual de R$ 1 milhão, a partir de 2019. O retorno do investimento é calculado em até oito anos).
 

De acordo com a Bloomberg, a energia solar é a que mais se tem destacado no mundo nos últimos tempos, pela expansão (US$ 160 bilhões em 2017, ou 18% mais que no ano anterior); 48% de todo o investimento em energia limpa é feito nesse setor. No Brasil o investimento em 2017 foi de US$ 6,2 bilhões, ou 10% mais que em 2016. E 48% de todo o investimento mundial em energia limpa é realizado na área da energia solar.
 

A expansão no Brasil para chegar a um gigawatt com projetos de energia solar fotovoltaica conectados na matriz elétrica significa potência suficiente para abastecer 500 mil residências no País ou o consumo de 2 milhões de pessoas. Até 2024, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 1,2 milhão de geradores deverão ser instalados em casas e empresas em todo o País, representando 15% da matriz energética. O mercado de energia fotovoltaica deverá movimentar cerca de R$ 100 bilhões. Sem falar que o País já tem mais de 500 parques eólicos (Eco21, dezembro-2017). O número de microgeradores e a microgeração de energia já superou 17 mil conexões.
 

É mesmo uma revolução. Quem não estiver atento perderá o bonde. Ou se atrasará.


Fonte:
E
stadão

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